Os
servidores públicos municipais de Mariana iniciaram, nesta segunda-feira (24),
uma paralisação de dois dias em protesto contra o reajuste salarial de 5%
aprovado pela Câmara de Vereadores na última sexta-feira (21). A proposta foi
enviada à Casa Legislativa na quarta-feira (19) e recebeu aval dos
parlamentares, apesar das manifestações contrárias dos trabalhadores.
O
Sindicato dos Servidores Públicos de Mariana (Sindserv) criticou a falta de
diálogo por parte da administração municipal. Durante a votação na Câmara, o
presidente do sindicato, Francisco Assis, conhecido como Chico Veterinário,
solicitou a suspensão do projeto para que novas negociações fossem realizadas.
Ele argumentou que o reajuste concedido não cobre a defasagem salarial
acumulada e que o aumento de R$ 60 no Vale Alimentação, que passará de R$ 600
para R$ 660, não acompanha o custo de vida da cidade.
Apesar
de o percentual aprovado ser superior ao Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), que fechou 2024 em 4,77%, o sindicato defende que a inflação
acumulada ao longo dos anos tem impactado significativamente o poder de compra
dos servidores. O INPC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), é utilizado como referência para reajustes salariais, mas a
categoria argumenta que a proposta da Prefeitura não é suficiente para recompor
as perdas.
A
paralisação também afeta o funcionamento das escolas municipais, já que os
professores aderiram ao movimento. Em comunicado, educadores informaram que as
aulas serão suspensas em algumas datas como forma de reforçar a mobilização por
melhores condições de trabalho e remuneração.
A
Prefeitura de Mariana ainda não se manifestou sobre o impacto da paralisação
nem sobre a possibilidade de novas negociações.
Reprodução: Jornal Geraes